Za 02 Feb 20:30 – Banzo, by Edmundo Carneiro & Ricardo Fiúza

 12,50

02 Februari 2019
Aanvang 20.30 uur
Deur open 20:00
Ticket door: € 15,00

Op voorraad

Beschrijving

About the concert
Banzo for Piano and Percussion is the result of the creative encounter between the musicians Edmundo Carneiro and Ricardo Fiúza in a fertile field of confluences, where the multiple rhythmic matrices of Brazilian musical culture seek space for experimentation through the interrelationship with the spheres of music.
In this context the duo presents a multifaceted universe, which naturally mixes the roots of Brazilian music in its varied rhythmic, melodic and harmonic hues and is creative in its greatest expression.

Sobre o concerto:
Banzo para Piano e Percussão é o resultado do encontro criativo entre os músicos Edmundo Carneiro e Ricardo Fúza num campo fértil de confluências, onde as múltiplas matrizes rítmicas da cultura musical brasileira buscam espaço para a experimentação por meio da inter-relação com as esferas da música.
Nesse contexto a dupla apresenta um universo multifacetado, que mescla de forma natural as raízes da música brasileira em suas variadas matizes rítmicas, melodias e harmônicas e criativa na sua maior expressão.

About Edmundo Carneiro by Didier Sustrac
Edmundo Carneiro was born in the summer of 1958 in Macaubal, a small town in the north of the state of São Paulo. Among his brothers, he will be the sole heir of his grandfather’s passion for music.
Packed by the percussion of the party of Folia dos Reis that punctuated the seasons of its childhood, it will construct its life around a single question: the Rhythm.
While his colleagues played football, he was interested in vinyl records and joined the Fanfarra to study the snare drum and the bass drum.
At the beginning of his 14th birthday, his family moved to Campinas, where he attended the school orchestra and fell in love with Hermeto Pascal, Baden Powell and Jobim. Very quickly, he understands that behind the sound of his percussions what he actualy seeks are his black origins. No matter, he learns to play drums in a Umbanda terreiro, and later plays on ceremonies of the Camdomblé.
The songs of Milton Nascimento, Lo Borges and Tonino Horta accompany him in the music clubs where he acted exerting his talent in different ensembles.
At age 19, he won the award for best instrumentalist at the Campinas Music School Festival led by the great master Benito Juarez. Anna de Hollanda recognizes his talent and invites him to work in São Paulo where
she presents him to José Celso Martinez Correia, great director of the Officina Theater.
A recognized figure in the music scene, Carneiro creates the group “Extra” with which plunges into the universe of composition. Zé Edouardo Nazario, his teacher of music, anarchist and original,
presents an approach that favors the fusion and exchange of languages, the same philosophy that will develop and deepen later.
In 1985, as a musician and actor he performed at the “Catavento” children’s show at TV Cultura in São Paulo and he also had intense activity in recording studios.
Two years later, Edmundo Carneiro lands in Paris, is the shock of the music of the world. For those who were looking for their musical roots, the surprise is immense. Almost all cultures are there:
African, Caribbean, Martinican, Guadalupan, Maghreb, Indian and Brazilian.
The path from the music of your country, opens your mind, excites your curiosity and inspires you. He then reconnects to his Brazil and his artists who make the Parisian scene …
The irony of fate will make him play his berimbau – an emblematic instrument of Bahia – at the borders of tropics, on the island of Reunion, in a bar of St. Denis, to meet Jacques Higelin, the most Parisian of the
French singers. The passion between the two artists will do the rest.
With Jacques will discover the entire French musical scene and the great names of the song of the time, Leo Ferré, Paco Ibáñez, Brigitte Fontaine and others.
But it is in Paris that Edmund is going to do his three “Schools” as he says. Three formative meetings, essential in his own view: The album he recorded with Rosinha de Valença; shared stories
with the Brazilian jazz of Tania Maria and the song “Three Friends in Paris” that will symbolize their relationship with Baden Powell and saxophonist Cacau from the Afro-Sambas era.
Will he finally find his roots?
Whatever it is, with Edmundo Carneiro everything is passion, in turn, he wants to write and compose for new albums, music for movies and how music is also the art of meetings,
other great artists will join him on stage or in the studio, Black Art, Ray Lema, De la Soul, Doctor Lonnie Smith and many others …
Today, it is for the Lyon’s Confluence Museum that he finishes two creations he called “Banzo” and “Ritmos & Timbres”.
He is preparing an album with Andy Helmer on the piano, because for Edmundo Carneiro, music is a space of total freedom, without frontiers, neither in the heart of men, nor in their breathing, nor in their
instrument …

About Ricardo Fiúza
Born in the State of Minas Gerais, Brazil, Ricardo Fiúza began his musical journey at an early age influenced by his father, a music lover who introduced him to jazz and
Brazilian Music through his vast record collection. He started his musical studies at “Música de Minas”, a music school dedicated to the teaching of Brazilian Music,
founded by the great Milton Nascimento.
Later on, supported by his father, he relocated to Los Angeles,USA where he studied with jazz teacher Carl Schroeder and keyboard virtuoso Scott Kinsey and played many
gigs around the Los Angeles area. He also lived and studied in New York City, where he took lessons with Miles Davis Music Director Adam Holzman while playing gigs
around town.
Back in Brazil, he played and recorded with renowned artists such as Toninho Horta, Flávio Venturini, Milton Nascimento, Juarez Moreira, producer Liminha, Ed Motta and
many others. He also played with the famous pop singer Fernanda Abreu with whom he performed for 10 years in concerts throughout Brazil, USA and Europe including

The Montreux Jazz Festival. In 2006 he was part of Rudi Berger`s “Three World Band” playing in clubs and festivals in England, Austria (at Joe Zawinul`s Birdland), Slovakia, Czech Republic, Latvia and
Macedonia, sharing the stage with jazz greats John Scofield, Brian Auger and Ornette Coleman.
In 2010 he relocated to Germany, where he has been playing and touring around Europe with his own group and as a member of Brazilian sax player Cleber Alves Quartet, Marcio Tubino Artet, Zélia Fonseca Group, Edmundo Carneiro’s group,
Viviane de Farias’s Diamond Land (a tribute to the music of Minas Gerais), vocalist Nice Brasil, Bê Ignácio and many others.

POR
Sobre Edmundo Carneiro, texto de Didier Sustrac
Edmundo Carneiro nasceu no verão de 1958 em Macaubal, uma pequena cidade no norte do estado de São Paulo. Entre os irmãos, será o único herdeiro da paixão do seu avô pela música.
Embalado pela percussão da festa de Folia dos Reis que pontuou as estações de sua infância, construirá sua vida em torno de uma única questão: o Ritmo.
Enquanto seus colegas jogavam bola, ele estava interessado em discos de vinil e se une a Fanfarra para estudar a caixa e o surdo.
No início do seu 14º aniversário, sua família mudou-se para Campinas, onde frequentou a orquestra da escola e apaixonou-se por Hermeto Pascal, Baden Powell e Jobim. Muito rapidamente, entende que por trás do som
de suas percussões o que busca na realidade são suas origens negras. Não importa, aprende a tocar atabaques em um terreiro de Umbanda, e mais tarde, toca nas cerimônias rituais do Camdomblé.
As canções de Milton Nascimento, Lo Borges e Tonino Horta acompanham-no nas casas de show onde atuou exercendo seu talento em diferentes grupos e formações instrumentais.
Aos 19 anos, ganhou o prêmio de melhor instrumentista no festival da Faculdade de Música de Campinas dirigido pelo grande mestre Benito Juarez. Anna de Hollanda reconhece seu talento e o convida a trabalhar
em São Paulo onde o apresenta a José Celso Martinez Correia, grande diretor do Teatro Officina. Figura reconhecida na cena musical, Carneiro cria o grupo “Extra” com o qual
mergulha no universo da composição. Zé Edouardo Nazario, sue professor de música, anarquista e original, lhe apresenta uma abordagem que privilegia a fusão e o intercâmbio de linguagens, a mesma filosofia que irá
desenvolver e aprofundar depois.
Em 1985, como músico e ator se apresenta no show infantil “Catavento” da TV Cultura de São Paulo e mantém paralelamente atividade intensa nos estúdios de gravação.
Dois anos depois, Edmundo Carneiro pousa em Paris, é o choque com a música do mundo. Para quem estava procurando por suas raízes musicais, a surpresa é imensa. Quase todas as culturas estão lá:
Africana, Caribenha, Martinicana, Guadalupense, Magrebina, Indiana e Brasileira.
O caminho a partir da música de seu país, abre sua mente, excita sua curiosidade e o inspira. Ele se reconecta, então, ao seu Brasil e seus artistas que fazem a cena Parisiense …
A ironia do destino, o fará tocar seu berimbau – instrumento emblemático da Bahia – nas fronteiras dos trópicos, Na Ilha da Reunião, em um bar de St. Denis, para assim conhecer Jacques Higelin, o mais
parisiense dos cantores franceses. A paixão entre os dois artistas fará o resto. Com Jacques vai descobrir toda a cena musical francesa e os grandes nomes da canção da época,
Leo Ferré, Paco Ibáñez, Brigitte Fontaine entre outros.
Mas, é em Paris que Edmundo vai fazer suas três “Escolas” como ele diz. Três encontros formadores, essenciais a seus olhos: O álbum que gravou com Rosinha de Valença; histórias compartilhadas
com o jazz brasileiro de Tania Maria e a canção “Três amigos em Paris” que simbolizará seu relacionamento apaixonado com Baden Powell e o saxofonista Cacau, da época dos Afro-Sambas.
Será que finalmente encontrará suas raízes?
Seja o que for, com Edmundo Carneiro tudo é paixão, por sua vez, ele quer escrever e compor para novos álbuns, música para cinema e como a música é também a arte das reuniões,
outros grandes artistas se juntarão a ele no palco ou no estúdio, Arte Black, Ray Lema, De la Soul, Doctor Lonnie Smith e muitos outros…
Hoje, é para o Museu da Confluência de Lion, que ele termina duas criações que chamou de “Banzo” e “Ritmos & Timbres”.
Está preparando um álbum com Andy Helmer ao piano e ele na percussão, porque para Edmundo Carneiro, a música é um espaço de total liberdade, sem fronteiras, nem no coração dos homens, nem na sua respiração,
nem no seu instrumento…

Sobre Ricardo Fiúza
Nascido no Estado de Minas Gerais, Ricardo Fiúza iniciou sua jornada musical em uma idade precoce influenciada por seu pai, um amante da música que o apresentou ao jazz e à música brasileira através de sua vasta coleção de discos.
Ele começou seus estudos musicais na “Música de Minas”, uma escola de música dedicada ao ensino da música brasileira, fundada pelo grande Milton Nascimento.
Mais tarde, apoiado por seu pai, ele se mudou para Los Angeles, EUA, onde estudou com o professor de jazz Carl Schroeder e teclado virtuoso Scott Kinsey e atuou em muitos  shows em torno da área de Los Angeles. Ele também viveu e estudou em Nova York, onde ele teve aulas com o diretor musical de Miles Davis, Adam Holzman, durante os shows à volta da cidade.
De volta ao Brasil, ele tocou e gravou com renomados artistas como Toninho Horta, Flávio Venturini, Milton Nascimento, Juarez Moreira, produtor Liminha, Ed Motta e muitos outros. Ele também tocou com a famosa cantora pop Fernanda Abreu com quem atuou por 10 anos em shows pelo Brasil, EUA e Europa, incluindo O Festival de Jazz de Montreux.
Em 2006 ele fez parte da “Three World Band” de Rudi Berger tocando em clubes e festivais na Inglaterra, Áustria (na Birdland de Joe Zawinul), Eslováquia, República Tcheca, Letônia e Macedônia, dividindo o palco com os grandes nomes do jazz John Scofield, Brian Auger e Ornette Coleman.
Em 2010 ele se mudou para a Alemanha, onde ele vem jogando e fazendo turnês Europa com seu próprio grupo e como integrante do saxofonista brasileiro Cleber Alves Quarteto, Marcio Tubino Artet, Grupo Zélia Fonseca, grupo Edmundo Carneiro, Terra Diamante de Viviane de Farias (uma homenagem à música mineira), vocalista Nice Brasil, Bê Ignácio e muitos outros.

Sinds1987