Casa Teatro di 21 jul 2015 "Anayde Beiriz, história a ser contada"

Dinsdag 21 juli
Doors open at 19:30
Play starts at 20:00
Entrada Gratuita!

Beschrijving

Panthera dos olhos dormentes
“Anayde Beiriz – história a ser contada” é um solo cênico com Georgina Furtado, montagem teatral do Suspensório Produções Artísticas, de João Pessoa, Paraíba. A peça marca os trinta anos do grupo. O texto é de José Flávio Silva e tem direção de Carlos Cartaxo.
A dramaturgia do filósofo e escritor José Flávio Silva é baseada no livro “Anayde Beiriz – Panthera dos olhos dormentes” do médico e escritor Marcus Aranha. Esse texto teatral fala de uma Anayde professora, intelectual, leitora, apaixonada e moderna, o que a fazia uma mulher a frente do seu tempo. A peça, assim como o livro, aborda a troca de correspondência entre Anayde e o homem que foi verdadeiramente seu grande amor: o estudante de medicina Heriberto Paiva.

Uma atriz, seis personagens
O livro teve como fonte de pesquisa o próprio diário de Anayde, intitulado “Cartas do meu grande amor – Dolorosas reminiscências do sonho desfeito da minha mocidade”, ao qual Marcus Aranha teve acesso e se inspirou para escrever o livro. A cineasta Tizuka Yamazaki, no filme  “Parahyba mulher macho” mostrou, segundo o grupo Suspensório, uma Anayde vulgar, que não corresponde a mulher que é tratada nessa montagem teatral.
A atriz Georgina Furtado interpreta 6 personagens: Anayde, Heriberto, Ágaba, Sadi, o guarda e a narradora. Na construção das personagens, a atriz trabalhou com o método das ações físicas intercalando-o ao longo do processo criativo com procedimentos da narrativa do teatro épico.

À frente de seu tempo
Anayde4 (3)Cartaxo buscou, nesse trabalho, uma narrativa que fortalece a poética no que concerne ao diálogo literário entre Heriberto Paiva e Anayde Beiriz. O forte da encenação é a carga dramática que o texto conduz. Todo trabalho de interpretação foi construído a partir das metáforas e entrelinhas que a literatura produzida por Anayde e Heriberto transmitem.
Segundo Carlos Cartaxo, “encenar um texto cujo foco é Anayde, é abrir o debate em que a mulher se posiciona como elemento central na sociedade pós-moderna”. Segundo o diretor, a Anayde que a peça aborda, não é aquela que esteve no meio do conflito político entre João Dantas e João Pessoa. Muito menos aquela que Tizuka Yamazaki trata, equivocadamente, no filme “Parahyba mulher macho”, como amante de João Dantas. Mas, uma mulher considerada ‘avançada’ na década de 20 do século passado, escritora e leitora ávida, intelectual que frequentava saraus poéticos e foi apaixonada pelo estudante de medicina Heriberto Paiva. Heriberto estudava no Rio de Janeiro e ela morava em Parahyba do Norte. A distância fazia do namoro uma troca de cartas de amor, declarações e projetos de construção familiar.
A montagem, que tem duração de 50 minutos, também resgata a criação literária de Anayde Beiriz que foi renegada, vítima do conflito político entre João Dantas e João Pessoa, e do moralismo da época que a condenou desrespeitosamente, imputando inverdades sobre a mulher que revolucionou os costumes de Parahyba e, consequentemente, foi considerada à frente de seu tempo.

Ficha TécnicaAnayde Cartaz (3)
Anayde Beiriz: história a ser contada
Solo cênico de Georgina Furtado
Texto: José Flávio Silva
Direção e iluminação: Carlos Cartaxo
Direção vocal: Fátima França
Pesquisa de som: Carmélio Reinaldo
Pesquisa de figurino: Marta Cordeiro
Contrarregra e sonoplastia: Aldair Estolano
Consultoria de pesquisa e gênero: Marisa Pinheiro
Arte Gráfica: Ricardo Meios de Produção

Sinds1987